quinta-feira, junho 03, 2010

Análise: RacePro

Finalmente chegou! Ao fim de muitos anos de vida da consola da Microsoft, podemos dizer que finalmente chegou um verdadeiro simulador de corridas. Muitos dos nossos leitores só conhecem a XBOX360, mas quem andar uns bons anos atrás, lembrar-se-á que nos anos de vida da velhinha XBOX, só apareceu um simulador – Richard Burns Rally – e que durante o tempo de vida da XBOX360, só o SBK08 conseguiu esse título. Muitos dizem que Forza é um simulador, pois estão enganados!

A SimBin propôs-se fazer algo que a maioria dos críticos dizia ser impensável – um simulador à boa maneira dos PC´s para o mercado das consolas. A ideia que as consolas são para os mais novos e que os simuladores não têm mercado é completamente ridícula, é certo que aqueles que pensam que é chegar, ver e vencer, irão abandonar o jogo com o rabinho entre as pernas, mas é essa mesmo a ideia dos simuladores – representar o mais detalhadamente possível a realidade.
RacePro é um jogo fantástico, muitos dirão que Forza é mais bonito, tem melhores gráficos, melhor som, etc … e é verdade. Mas a classificação de um jogo tem que ser feita de um modo frio e analítico, como tal, RacePro não tem notas muito altas. O seu grafismo é mediano, não choca nem espanta. A nível sonoro RacePro deveria estar uns furos acima quando comparado com outros títulos presentes no mercado. Mas quando analisamos o jogo pelo seu todo, RacePro é genial.
Uma boa simulação, mede-se principalmente, pela física empregue nos veículos e pelo seu comportamento em estrada quando levado aos limites, sofrendo a fadiga de todos os componentes que constituem uma máquina de corrida no decorrer de uma prova. RacePro fá-lo irrepreensivelmente.
O conjunto de veículos (48 no total) comportam-se distintamente em pista, cada um tem seu peso distribuído de forma distinta, a sua aceleração é completamente diferenciada, os seus centros de massa tornam-nos completamente distintos implicando diferentes modos de condução.
Cada carro é um carro, e a aprendizagem é individual. Também as 13 pistas foram modeladas com uma atenção estonteante, cada pormenor que as torna únicas está lá. As lombas, as depressões, as curvas com camber positivo e negativo, obrigam-nos a mudar constantemente a linha ideal. O comportamento orgânico do carro e o desgaste natural que sofre após algumas voltas, faz com que mudemos constantemente a negociação de cada curva. RacePro é um jogo dinâmico, cada volta é uma volta – não há lugar para pilotos automáticos ou setups infalíveis – os níveis de concentração têm de estar sempre lá em cima se não queremos ser surpreendidos.
A curva de aprendizagem em RacePro é suave. Com isto não queremos dizer que é fácil, mas sim que permite ajustarmos o nível de dificuldade consoante vamos ganhando experiência e confiança. O modo profissional, como o nome indica, deixa todas as ajudas de lado, ABS, TCS, linha ideal, etc… e é relativamente fácil habituarmo-nos a jogar nesse modo, o problema é sermos rápidos com esses parâmetros. RacePro requer muitas horas de prática, requer a nossa atenção ao pormenor, requer um carinho especial pelo mundo louco das corridas profissionais.
Quem espera grande espectáculo gráfico em torno de RacePro bateu na porta errada. Esqueçam os menus bonitos ou as animações de encher o olho, este é um título que assenta a sua base de sucesso noutras premissas – realismo.
O modo single-player é baseado na Carreira, no Time-attack, Campeonato ou Corrida Simples. O modo Carreira, uma vez mais, é muito simples em termos de apresentação. Sem animações ou grafismos bonitos, somos presentes a 8 categorias diferentes (de A a H), cada uma com os seus carros e pistas particulares.
Vamos avançando na carreira e no nível de dificuldade até chegarmos ao fim – é relativamente curto e simples, mas no fim de contas, RacePro é um jogo direccionado para o XboxLive, é jogo para a comunidade. Muitos jogadores nem sequer se vão dar ao trabalho de terminar a Carreira, irão passar de imediato para o online e melhorar décima atrás de décima em cada pista e com cada carro.
Na nossa opinião, ainda mais emocionante que o modo carreira, é o Campeonato. Aqui escolhemos uma categoria, por exemplo WTCC (carros de turismo) e iniciamos um longo Campeonato composto pelas 13 provas, onde temos a hipótese de escolher o número de voltas real, o tempo, e fazemos ainda as três sessões que compõem um fim-de-semana de corridas (treinos livres, qualificação e corrida).
O modo online de RacePro é bastante sólido. A SimBin optou por baixar os frames-por-segundo (de 60 fps no single-player para 30 fps no multiplayer), e fê-lo com sucesso, pois conseguimos ter 12 carros em pista sem lag, e sem as aberrações que inundam os outros jogos online.
As opções para quem cria um jogo (host) são fantásticas, assim sendo, podemos escolher até 75 voltas, escolher o tempo (sol ou chuva), activar a opção de desgaste de combustível e pneus, danos realistas, sessões de treino livre, qualificação e corrida. Por incrível que pareça, são estes pontos tão simples que até agora nenhum jogo conseguiu apresentar na XBOX360.





Em termos de afinações dos bólides, temos muitas parecenças com o que foi feito até à data com Forza e outros semelhantes. Não há nada mais excitante do que irmos à box fazer pequenas alterações e irmos para pista testar até à exaustão para conseguirmos rapar mais umas décimas ao nosso melhor tempo.
Mas como nem tudo o que luz é ouro, RacePro também tem as suas falhas, e o maior ênfase é dado sem dúvida ao departamento gráfico. É um jogo que não deve muito à beleza, algumas texturas são pobres e pouco detalhadas,. Outro dos problemas que devemos apontar é a sincronização horizontal, que em inglês se denomina de Screen Tearing, facilmente detectável quando mudamos bruscamente de direcção e vemos as linhas a ser desenhadas no ecrã.
Nada disto tem qualquer impacto na jogabilidade, quem joga RacePro nem sequer tem tempo para se preocupar com pormenores tão supérfluos como estes. Os nossos sentidos estão completamente focados no som do carro, no som dos pneus, nas ondulações da pista, são tantos os factores que nos prendem a atenção que nada mais interessa.

Fallout 3 – Análise

tá de volta mais uma aventura no pós-apocalíptico mundo de Fallout. 10 anos depois do lançamento de Fallout 2, é para grande felicidade dos fãs da série que surge Fallout 3, totalmente remodelado, mantendo o humor negro, a violência extrema e o espírito que os títulos anteriores tão bem nos habituaram.
Desenvolvido pela Bethesda Game Studios, Fallout 3 leva-nos mais uma vez a uma América devastada pelo rebentamento de diversas bombas atómicas no ano 2077. A acção em si desenrola-se 200 anos após esses mesmos acontecimentos e 30 anos após Fallout 2.
Para proteger os seus cidadãos, o governo americano construiu previamente aos ataques, uma série de bunkers, conhecidos como Vaults. Estes abrigos são totalmente fechados e isolados do exterior, de forma a que os seus habitantes fiquem protegidos contra os efeitos devastadores que um ataque nuclear pode ter. Um desses efeitos é o chamado fallout, termo inglês utilizado para mencionar a descida das partículas radioactivas provenientes de uma explosão nuclear, transportadas pelo vento, podendo causar a morte ou provocar alterações genéticas nos seres vivos, bem como contaminar todo o terreno envolvente. No entanto, apenas uma pequena percentagem da população teve a oportunidade de se abrigar nestes abrigos, ficando a restante exposta a todos os efeitos nocivos da radiação.
Fallout 3 é uma mistura de First-Person Shooter com Role-Playing Game, um pouco ao estilo do Oblivion (igualmente desenvolvido pela Bethesda e lançado em 2006) mas desenrolado no futuro. Aliás, as semelhanças entre Fallout 3 e Oblivion são mais que muitas, o que nem é mau, tirando um ou outro bug.
O jogo começa com o nosso próprio nascimento, no qual a nossa mãe morre. Com 1 ano de vida, começamos a dar os primeiros passos com ajuda do nosso pai, médico no Vault 101, bunker onde vivemos. Desde cedo que nos é dada a opção de começar a personalizar todo um conjunto de atributos do nosso personagem. No nosso 10º aniversário é-nos oferecido o Pip-Boy, um dispositivo electrónico utilizado no pulso que nos vai acompanhar ao longo de todo o jogo, dando-nos informações sobre as missões, inventário, mapas, estatísticas e até permite ouvir diversas estações de rádio. Aos 19 anos, algo inexplicável acontece, o nosso pai foge do abrigo que supostamente não era aberto há 200 anos! É assim que começa a verdadeira aventura, ao tentar descobrir onde se encontra o nosso pai e porque razão ele fugiu.
Ao sairmos do Vault 101, somos confrontados com a terrível realidade existente no mundo exterior. A cidade outrora conhecida como Washington DC é agora chamada de Wasteland, maioritariamente deserta onde reina a destruição, habitada por criaturas mutantes e onde as famílias abandonadas há 2 séculos lutam pela sobrevivência, vivendo em bairros improvisados construídos a partir de destroços, ou aproveitando as ruínas já existentes.
O mundo de Fallout 3 é vasto e completamente aberto à exploração. Cada objectivo é completado da forma como o jogador bem entender, onde cada acção tomada é reflectida no desenrolar dos acontecimentos. Para o leitor ter uma noção do quão importante são as decisões que tomamos desde o inicio do jogo, deixo aqui um pequeno exemplo. Logo após darmos início à nossa aventura fora do Vault 101, encontramos uma pequena vila onde podemos ter acesso a muitas novas missões. No entanto, se quisermos podemos simplesmente fazer explodir uma bomba atómica, transformando a pequena vila em cinzas, juntamente com as suas missões. Isto logo no inicio do jogo!
Os combates esses podem ser feitos de duas formas. Para os amantes de acção non-stop o melhor é simplesmente apontar e descarregar directamente os cartuchos nos inimigos. No entanto podemos optar por uma forma mais táctica e pensada, utilizando o sistema de pontaria assistida, apelidado de VATS. Este sistema permite parar o tempo, avaliar o inimigo e escolher a parte do corpo para onde se quer disparar, brindando-nos depois com cenas em câmara lenta.
As armas essas são muitas e variadas, desde as nossas mãozinhas, passando por armas vulgares, até às armas mais estranhas! Podem contar com as armas tradicionais, como pistolas, snipers, shotguns, ou simples facas, bastões e canos de água. Não esquecendo as armas um pouco mais destrutivas como lança rockets, minas terrestres, granadas, lança chamas, tendo também à nossa disposição armas laser e também armas mais artesanais, como por exemplo o belo lança pregos.
Relativamente à evolução do nosso personagem, é aqui que entra a verdadeira vertente RPG. À medida que vamos avançando no jogo, completando objectivos, matando inimigos, vamos ganhando pontos de experiencia e consequentemente subindo de nível. Quando isso acontece, é-nos dado alguns pontos para distribuir por diversos elementos do nosso personagem.
Esses elementos estão divididos em 3 grupos, Special, Skills e Perks. No grupo Special podemos distribuir os pontos pela Agilidade, Inteligência, Carisma, Força, Resistência, Percepção e Sorte. No grupo Skills é onde se encontram as habilidades de aprendizagem em diversas áreas, desde os vários tipos de armas (grande porte, médio porte, explosivos, etc.), passando pela ciência, medicina, entre outras. Por último temos os Perks, que são muitos e dão algumas habilidades especiais ao nosso personagem como, regenerar a nossa saúde absorvendo raios solares, fazer os corpos dos inimigos explodirem quando são mortos, ou até mesmo tornando-nos canibais!
A longevidade, apesar de ser um jogo apenas de singleplayer, é grande! Mesmo muito grande! Além das missões principais, vão-nos sendo dadas muitas outras missões secundárias que podemos ou não aceitar. Por isso e dependendo de cada jogador, podem contar com muitas e longas horas de exploração neste mundo devastado.
Graficamente Fallout 3 está bom, mas nada de extraordinário. Utiliza o mesmo motor gráfico que o Oblivion, que na altura do seu lançamento era de cortar a respiração mas, já lá vão 2 anos e meio, estando assim um pouco ultrapassado actualmente. Os cenários estão muito bem concebidos e apesar do jogo se passar no futuro, toda a sua componente artística foi inspirada na América dos anos 50, no entanto é pena as texturas utilizadas não terem uma resolução mais alta. Os personagens esses podiam estar mais detalhados e detectei alguns bugs (versão PC) na animação de alguns deles, mas nada de grave que interferisse directamente com a jogabilidade.
No que toca à sonoplastia, está muito boa no geral, os sons dos ambientes funcionam muito bem e de forma realista, tal como os sons das armas e afins. A qualidade dos diálogos varia um pouco, há personagens em que estão muito bem representadas e outras que nem tanto, mas está bom na generalidade. A música retro dá um toque especial ao jogo, combinando na perfeição com o seu aspecto gráfico.

.Apesar da mudança radical de Fallout 3 comparativamente aos dois anteriores, os fãs não ficarão desiludidos, mantendo o mesmo espírito de sempre, apenas adaptado aos dias de hoje. É sem dúvida um jogo para adultos, não só pelo humor negro característico deste e dos títulos anteriores, bem como na sua violência física e verbal. Podem contar com muitas horas de exploração e combate, uma história detalhada e interessante, armas e engenhocas divertidas de se usar, e uma total liberdade neste mundo pós-apocalíptico. Este é daqueles jogos que a única coisa da qual se fica triste, é de quando não temos muito tempo livre para jogar. Sem dúvida que Fallout 3 é mais do que recomendado!
Classificação: 9.2 / 10
Plataformas: PC (Windows), Playstation 3 e Xbox 360.
ATENÇÃO: Esta análise foi escrita com base na versão PC e não detectei qualquer bug significativo, apenas em algumas animações, mas nada de grave que afectasse a fluidez do jogo. No entanto após esta análise ter sido escrita, constatei através de vários relatos que Fallout 3 sofre de graves bugs nas versões de consolas, principalmente na Playstation 3 em que vários jogadores se queixam do jogo encravar constantemente, sendo necessário desligar e voltar a ligar a consola. Fica aqui o alerta para quem pensa adquirir este jogo para consolas.

Análise Operation Flashpoint: Dragon Rising

Encontra-se de regresso ao mercado a sequela de um dos melhores títulos de simulação táctica militar que alguma vez já correu num PC. Estou a falar de Operation Flashpoint.
Mantendo o legado do título original, a Codemasters tenta recriar o ambiente pesado e claustrofóbico da “Guerra Fria” num futuro próximo. A acção desenrola-se na ilha de Skira, um território soviético com abundantes reservas de petróleo e cuja riqueza despoleta o interesse duma outra superpotência – a China. Tentando apoderar-se desses 220 km2 pela força, a China torna-se responsável por criar uma situação altamente explosiva e que ameaça a paz mundial, sendo os Estados Unidos obrigados a intervir para evitar a escalada da crise, enviando para a ilha uma Task Force de Forças Especiais, na qual estaremos inseridos.
Armas carregadas, soldados motivados…. guerra aproxima-se. Conseguirá Dragon Rising atingir em cheio o alvo?

Gráficos – 8.4

Os gráficos de Dragon Rising embora não atingindo o nível de excelência de outros títulos, são na sua generalidade, bons. Os modelos dos soldados, embora inexpressivos, encontram-se bem conseguidos e detalhados. No entanto, os edifícios e veículos encontram-se algo pobres. Por outro lado, o ambiente circundante (a vegetação, o mar, efeitos atmosféricos…) está bem trabalhado e ajudam a criar um bom cenário para a guerra. Deliciosos os pormenores das mudanças de tonalidade quando olhamos para o Sol, ou quando usamos a mira de infravermelhos. A palete de cores usada no jogo mantém-se fiel ao primeiro jogo.

Som – 8.0

O som das diferentes armas presentes no jogo encontra-se aceitável, e as explosões e bombardeamentos conseguem ser bastante violentos. As vozes podiam ter uma dose maior de emoção. De resto, os sons da vegetação, da água, dos nossos companheiros estão relativamente fiéis ao que se esperaria. Há contudo, há algumas particularidades um pouco enervantes, como por exemplo, quando ocupamos o lugar de pendura num Jeep e vamos gritando o destino ao condutor, pelas coordenadas. É chato, especialmente se queremos progredir na estrada com pequenos avanços cautelosos.

Jogabilidade – 8.3

No que toca à jogabilidade o título da Codemasters atinge frequentemente o inimigo, acertando contudo, em algumas ocasiões no próprio pé.
Começando pelo interface usado para dar ordens ao nosso pelotão. O sistema apresenta-se no ecrã como uma “roda de tarefas”, controlado pelas teclas W-A-S-D. Trata-se duma ideia boa e simples que acaba por pecar por isso mesmo. Existem 4 tomadas de decisão distintas (cima, baixo, esquerda e direita) cada qual correspondendo a 1 de 4 opções. Contudo, a existência de subopções para cada uma delas acaba por transformar uma simples ordem de “Avançar em Coluna” por exemplo, num autêntico suplício especialmente se debaixo de fogo inimigo. Uma ausência que se sente bastante e de forma incompreensível é a possibilidade de podermos espreitar por detrás dum obstáculo ou esconderijo.
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A IA dos inimigos e mesmo dos nossos companheiros de armas (que muitas vezes nos salvam a pele) está razoavelmente credível, havendo alguns problemas de pathfinding e de procura da melhor protecção quando sob fogo inimigo.
No que toca à mecânica das 11 missões, os seus objectivos primários ou secundários, são algo variados e podem ser atingidos pela ordem que o jogador pretenda. A existência de checkpoints possibilita isso mesmo, além de ir salvando o nosso lento progresso, embora exista ocasionalmente uma irritante insistência de não serem despoletados correctamente. As missões podiam também oferecer ao jogador uma participação mais activa na sua preparação estratégica, uma vez que limitamo-nos a aparecer no cenário e a combater.
Uma das particularidades mais bem conseguidas, são os pedidos de apoio aéreo ou de artilharia, que provoca sempre um espectáculo digno de se ver. Fica também um pouco a sensação de que a “cavalaria pesada” (entenda-se blindados e veículos de combate) é algo desvalorizada no modo singleplayer.
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Em relação ao título anterior, Dragon Rising herdou, como lhe seria exigido, um nível de dificuldade (quiçá realismo) bastante elevado. Por vezes, o espaço a percorrer entre objectivos leva-nos a descurar a nossa própria segurança para chegarmos mais rapidamente, mas logo cedo o jogo ensina-nos que assim não se vai lá. Algo que parece que não herdou do seu antecessor foi aquela sensação de fazermos realmente parte duma grande Força de Intervenção sendo de estranhar o facto de na maioria das vezes não vermos mais que um punhado de soldados “amigáveis” na mesma missão.
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LONGEVIDADE –  7.8

As 11 missões principais do modo campanha, as missões a solo e o modo online (cooperativo e competitivo) dão bastante carne para canhão, mas fica a sensação de que o modo singleplayer poderia ter mais munições.  Uma vez que existem variados objectivos secundários por missão que muitas vezes ficam por atingir, é normal que se queira voltar a jogar o singleplayer. Também o modo Cooperativo tem motivos mais que suficientes para guerrear, guerrear e guerrear.
Dragon Rising, não é um mau jogo, muito pelo contrário. É um título que consegue ter momentos de grande espectacularidade e recheados de acção frenética, mas que perdeu algures no caminho alguns dos traços que fizeram do seu antecessor um marco no género. Com outro títulos de grande valor no mercado, será interessante verificar se conseguirá vencer a batalha de Shooter do Ano.

Análise – Kaspersky AV 2010

O Kaspersky AV tem conseguido nos últimos anos, um nível de satisfação essencial para convencer os utilizadores a comprar esta suite de segurança. São vários os argumentos que pesam a seu favor, desde a flexibilidade à aparência gráfica. O encanto deve-se também a uma extraordinária relação preço qualidade, embora nunca tenha conseguido afirmar-se como o melhor. Está perto, mais ainda não chegou lá!
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Já há algum tempo que acompanhamos esta suite de segurança, não sendo por isso desconhecido o seu desempenho. O Kaspersky AV 2010 foi instalado numa máquina com o Windows 7, com as respectivas actualizações em dia. Depois de vários dias de trabalho, deixámos a nossa opinião sustentada pelos resultados conseguidos. O mercado das suites de segurança está mais rico, verão mais à frente o porquê.
Passando à análise, quero frisar que usei o nosso método tradicional, aplicado em todas as suites de segurança por nós analisadas. Dissecámos por isso o novo Kaspersky 2010.
A suite
O Kaspersky 2010 é constituído por Antivírus, Modo de Jogo,  Anti-Spyware, Anti-Phishing, Anti-Rootkits, Teclado Virtual e URL Advisor entre outras opções.
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O Painel Central está separado em quatro áreas relativas ao “status” da aplicação: protecção, verificação, actualização e segurança. O verde indica que tudo está operacional e o vermelho alerta para algo fora do previsto relativamente aos parâmetros de segurança.
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No separador Verificação podemos obter diferentes verificações, sejam elas com o sistema, email, etc.
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No separador Actualizações, podemos verificar a existência de novas actualizações de versões da base de dados de vírus, no entanto podemos também, se for o caso, reverter as actualizações para uma base de dados anterior.
Algo que me não passou despercebido, foi o facto de na primeira actualização ter sido obrigado a reiniciar o computador.
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Na Segurança+, estão presentes as configurações para o teclado virtual, que será integrado no Firefox, podemos contar também com a possibilidade de criar um disco de recuperação. Podemos ajustar a configuração ao nosso navegador, resolução de problemas relacionado com a Microsoft e apagar o nosso histórico de actividades.
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Neste parâmetro, foi testado o filtro da navegação, que teve como objectivo auxiliar na prevenção de vírus enquanto navegamos. O resultado foi muito satisfatório.
Análise
  • Kaspersky AV 2010 v.9.0.0.459
  • Setup – 56.10MB
  • Espaço Ocupado – N/A
  • Tempo de Instalação – 1 minuto
Requisitos
  • Processador – 800Mhz
  • Espaço em disco – 300MB
  • RAM – 512MB
  • Sistemas Operativos – XP/Vista/Seven
PC
  • Partição – 78,1GB
  • Espaço Livre – 28,80GB
  • Core 2 Duo E6600 2.4Ghz
  • 2GB RAM
  • Windows Seven Ultimate
Sistema sem Kaspersky AV 2010
  • Processos – 45
  • RAM – 453MB
  • CPU – 0%
  • PM – 22%
Sistema com Kaspersky AV 2010 (Standby)
  • Processos – 48
  • RAM – 590MB
  • CPU – 0%
  • PM – 33%
Verificação à partição (Scan Normal)
  • Processos – 50
  • RAM – 686MB
  • CPU – Min: 12% Médio: 70% Max: 100%
  • PM – 32%
  • Tempo – 11 minutos
Gestor de tarefas
  • Processos – 3
  • Serviços – 1
Verificação Viral
  • Total: 14519
  • Ficheiros Analisados: 14519
  • Ficheiros Infectados: 9090
  • Percentagem: 66%
  • Tempo: 18 min [parou aos 18 min, pois o objectivo era 26 min]
Conclusões
Em geral o Kaspersky 2010 demonstrou ser aquilo que promete, consome pouco recursos da máquina em standby, pois caso o mesmo esteja a fazer scan sente-se a lentidão na navegação, chegando mesmo a causar 100% de utilização do CPU e consumo exponencial de memória.
Na utilização diária mostra-se um pouco intrusivo, lançando constantemente pop-ups considerados de nível médio. Quanto ao seu design está muito bem organizado, aproveitando assim  todo o espaço disponível de uma forma equilibrada. Se me permitem a sugestão, seria boa ideia resumir melhor o texto inserido, ficando mais simples o entendimento da informação.

Dead Space - Analise


Desenvolvido pela Redwood Shores California, Dead Space vai fazer as delícias de todos os apreciadores de jogos de terror, acção, ficção científica e de muitos momentos de cortar a respiração.

Dead Space coloca-nos na pele de Isaac Clarke, um engenheiro espacial que responde a um pedido de ajuda emitido por uma estação de exploração mineira, após esta ter sido invadida por extraterrestres conhecidos por Necromorphs, que mataram e transformaram toda a tripulação em assustadoras e monstruosas criaturas.
Uma das coisas que salta logo à vista é a forma como toda a informação do jogo nos é apresentada. Tanto o estado de saúde de Isaac, como a quantidade de munições, nos é mostrado directamente na armadura ou nas próprias armas. Os menus e inventários são apresentados sobre forma de hologramas, não havendo qualquer quebra no ritmo de jogo. Pequenos detalhes como estes, ajudam o jogador a integrar-se de forma perfeita no ambiente envolvente.
O jogo é visto na terceira pessoa, por cima do ombro do personagem, que controlamos através dos inúmeros corredores e salas da estação espacial, matando criaturas verdadeiramente intimidadoras, capazes de nos perseguir através da nave.
As armas são bastante originais, sendo elas instrumentos adaptados de exploração de minério, tendo efeitos realmente destrutivos quando usadas contra matéria orgânica. No entanto e ao contrário da maior parte dos jogos do género, não devemos apontar para a cabeça dos monstros, mas sim para os braços, pernas ou tentáculos, desmembrando-os e incapacitando-os de se movimentarem e de nos atacarem.
Este nosso engenheiro não só usa armas, como também consegue movimentar objectos apenas com o pensamento, algo particularmente divertido quando usado em secções sem gravidade. Nessas mesmas secções, damos uso às botas magnéticas, que nos mantêm colados ao chão ou tecto, dando assim uma perspectiva bem diferente do ambiente em redor, podendo porém, ser um pouco desorientador.
As lutas contra os boss’s são incríveis, pois eles são deveras enormes! Só é pena estes confrontos não serem tão frequentes ao longo dos 12 capítulos do jogo.
Graficamente o jogo está muito bom. Os cenários e a arquitectura da estação espacial estão recheados de detalhes, bem como as monstruosidades que nela habitam. As secções sem gravidade tornam-se particularmente belas devido aos objectos a flutuarem e ao realismo do fluido sanguíneo que paira no vácuo, “horrendamente” espectacular diga-se.
Igualmente espectacular é toda a parte sonora. Não há bom jogo de terror que se preze sem os sons adequados, e Dead Space consegue isso na perfeição! Quando jogado com um bom sistema de som e o volume bem alto, o jogador é completamente envolvido no ambiente ameaçador. Totalmente impróprio para cardíacos!

Space é sem dúvida um grande jogo de acção e terror, inovador no estilo de combate, som e gráficos incríveis, e uma história atraente.
O único ponto negativo é a inexistência de modo multiplayer. No entanto este factor não impede de forma alguma de que Dead Space se torne um grande êxito neste natal. Altamente recomendado.Classificação: 8.9 / 10Plataformas: PC (Windows), Playstation 3 e Xbox 360.